União Europeia contra o “monopólio” da Google

A União Europeia pretende acabar com as práticas da Google que considera serem anticompetitivas no que diz respeito ao Android.

Praticamente quase todos os dispositivos móveis já vem das fábricas com aplicações da Google, algo que a União Europeia considera inaceitável. Os reguladores do Velho Continente escreveram um documento com 150 páginas onde todos os comportamentos “abusivos” da gigante norte-americana são criticados. Em causa está o facto de a Google paga incentivos financeiros aos fabricantes de dispositivos móveis para que estes deiam preferência às suas aplicações, como o Google Search. Segundo a União Europeia, a empresa líder na Internet deve parar com esses pagamentos, recompensas e incentivos.

A União Europeia acusa a Google de utilizar a sua posição dominante no mercado para travar o crescimento de outras empresas e assim criar um monopólio. No caso da Google Play Store, por exemplo, a gigante faz descontos aos fabricantes para que estes instalem esse serviço. São práticas deste tipo que estão presentes no documento de 150 páginas redigido pelos reguladores europeus.

Se a Google resolver ignorar esta queixa da União Europeia, poderá ter que vir a pagar uma multa astronómica. Os reguladores sugeriram mesmo um montante para a multa que ultrapasse os ganhos da empresa no seu programa AdWords, que gera receitas milionárias, incluindo até o montante que a Google gera com a Google Play Store. Ou seja, o objetivo é realmente acabar com esses descontos e incentivos que a empresa oferece aos fabricantes europeus de dispositivos em troca de preferência dos seus produtos e serviços instalados nos mesmos.

A Google ainda não reagiu ao documento de 150 páginas, mas certamente que em breve deverá emitir um comunicado onde informará quais serão as alterações que efetuará na sua política e nas relações financeiras que mantém com os fabricantes de smartphones, tablets e outros dispositivos móveis.

Imagem: Alagoas Digital


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