Motoristas da Uber em greve nos Estados Unidos

Os motoristas da Uber encontram-se em greve nos Estados Unidos. Reclamam um aumento de ordenado, que acompanhe o crescimento da empresa.

Enquanto que em Portugal a Uber saiu recentemente de uma regularização dos serviços que presta na Lei portuguesa, nos Estados Unidos a empresa já está bem consolidada. Não existem problemas com taxistas, existem problemas dentro da Uber. Os motoristas da companhia reclamam por uma melhoria no ordenado, dado que vêem o lucro da empresa para que trabalham constantemente a aumentar.

As greves localizam-se em cidades como Nova Iorque, Los Angeles, São Francisco e Chicago, onde os colaboradores da Uber saíram à rua para pedir um vencimento mais justo. A empresa tem um capital de 68 mil milhões de dólares, e os grevistas acreditam que merecem ganhar mais.

Os motoristas da empresa encontram-se na situação de colaboradores e não funcionários, pois a Uber ainda luta por uma posição cimentada no mercado de transporte de passageiros em todo o mundo. Apesar da companhia estar nos Estados Unidos com mais força do que aqui em Portugal, os motoristas ainda carecem de vários direitos que, em princípio, são essenciais: não têm um seguro de saúde ligado à empresa, nem folgas remuneradas ou reembolso do combustível.

O objetivo dos grevistas é receber 15 dólares por cada hora de serviço e pelo estabelecimento de sindicatos que os defendam perante a empresa. Rebecca Smith, a porta-voz do movimento, afirma que a Uber “tornou-se um símbolo dos tipos de trabalho com baixa remuneração e sem benefícios”.

Aqui em Portugal, os colaboradores da Uber nunca fizeram uma greve. Por enquanto, aguardam pelo definitivo estabelecimento da empresa no mercado português, sendo que depois já poderão estudar uma potencial melhoria nas suas condições contratuais junto da transportadora de passageiros.

Imagem: Daily Mail


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