Funcionários da Uber perseguiam políticos e celebridades

Foi aberto um processo contra a Uber, nos Estados Unidos, porque os seus funcionários perseguiam políticos e celebridades, bem como ex-namoradas, através dos dados da aplicação da empresa.

Um ex-funcionário da Uber acusou os colegas de utilizar os dados supostamente privados da aplicação da empresa para perseguir celebridades e políticos, bem como ex-namoradas, com intenções de chantagem em troca de dinheiro ou de vingança. Samuel Ward Spangerberg, o homem que deu origem a esta polémica, era responsável pela ação legal da empresa que presta serviços de transporte de passageiros.

De acordo com Spangerberg, este processo que abriu contra a empresa deve-se à “total falta de cuidado” que a Uber demonstra na hora de proteger os dados privados dos utilizadores da sua aplicação. Ao que parece, a Uber guarda dados importantes como os nomes dos clientes, e-mails, moradas, o montante pago por cada viagem, o ponto de origem e chegada das mesmas, entre outras informações, que podem ser facilmente obtidas pelos funcionários da empresa.

“Alguns dos meus antigos colegas utilizam os dados para perseguir políticos importantes, celebridades e até mesmo conhecidos pessoais, incluindo ex-namorados/namoradas e ex-esposos/esposas”, diz o ex-funcionário da Uber, acrescentando também que a empresa “destrói documentos que deveria ser manter e corta as conexões de Internet de escritórios que estão a ser investigados por agências governamentais”. Ou seja, não só os funcionários como os altos quadros da Uber estão a enveredar por comportamentos criminosos.

A Uber, entretanto, em resposta a estas acusações graves, afirmou em comunicado que “continuamos a aumentar os nossos investimentos em segurança e muitos desses esforços, incluindo o sistema de autenticação em múltiplos passos e o sistema de recompensas para bugs, foram bastante divulgados publicamente”.

Imagem: O Sul


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