CEO da Xiaomi está preocupado com o crescimento rápido da empresa

Todas as empresas sonham com um crescimento rápido, mas esse não parece ser o caso da Xiaomi. Lei Jun, o CEO da empresa, publicou uma carta aberta de ano novo a todos os que trabalham na gigante chinesa ou que colaboram para ela, onde manifestou as suas preocupações sobre o crescimento rápido que a Xiaomi experimentou nos últimos tempos.

Jun teme uma queda brusca nas vendas, tal como referiu na carta aberta aos funcionários e colaboradores da empresa que lidera: “Nos primeiros anos, esforçamo-nos rápido demais. Criamos um autêntico milagre, mas isso também nos tirou o crescimento a longo prazo. Então, agora temos que desacelerar, melhorar em algumas áreas e garantir um desenvolvimento sustentável para o futuro”.

Para juntar a estas preocupações levantadas pelo CEO da Xiaomi, acresce o facto de que a empresa chinesa não divulgou quantos smartphones vendeu em 2016, algo que anualmente costuma fazer, pelo que é difícil termos uma noção exata do real crescimento da gigante dos dispositivos móveis. Na carta, Jun diz que “tempos difíceis estão para vir”, reforçando esta situação estranha de uma visão sombria do futuro feita a partir de um presente de sucesso.

A verdade é que a visão sombria do futuro por parte do CEO da Xiaomi poderá ser baseada em outros exemplos concretos. A empresa LeEco, que, para além de outros produtos, fabrica os automóveis Faraday Future, também passou por um crescimento vertiginoso antes de entrar numa queda acentuada e irrecuperável nas vendas.

A Xiaomi tem no comércio online o grosso das suas vendas (80%), mas prepara-se para apostar mais em lojas físicas, estando já previsto a abertura de dezenas delas na China, para garantir a sustentabilidade a longo prazo que o seu CEO tanto deseja.

Imagem: Alepa Informatica


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